Charlie Parker Volume III
Com êste terceiro volume de CHARLIE PARKER, os Discos IMAGEM completam a edição da série de gravações realizadas pelo maior improvisador de jazz de todos os tempos nos clubes noturnos de New York, o Royal Roost e Café Society.
Existe certa controvérsia sôbre as datas em que foram realizadas estas gravações, bem como sôbre os músicos que acompanham Parker. Em todo o mundo vários estudiosos da obra de Parker dedicaram-se a pesquisar a sua discografia, e muitas dúvidas foram dirimidas recentemente.
A discografia parcial de Bird publicada em duas partes pela revista Jazz Hot, em 1958, serviu de referência a alguns críticos e colecionadores, porém estudos e levantamentos realizados por diversas pessoas em todo o mundo, concluíram que a mesma continha sérias incorreções de pessoal e datas. Os trabalhos publicados posteriormente corrigiram aquelas falhas. Entretanto, a discografia de Bird ainda continua merecendo a atenção dos estudiosos de sua obra.
As faixas com o Pistonista Fats Navarro, que fazem parte dos dois primeiros volumes, creditadas a data de gravação como sendo em Maio de 1950, no Café Society, são contestadas por inúmeras pessoas. Destacamos o depoimento do Pianista Duke Jordan, que durante vários anos acompanhou Parker. Êle assegura que aquelas gravações foram realizadas em Janeiro de 1950; ainda adiantou-nos que Navarro não pegou em seu instrumento nos seus últimos quatro mêses de vida, o que também foi-nos confirmado pelo crítico Ira Gitler. Como se sabe, Fats Navarro faleceu em junho de 1950.
De qualquer forma, a edição desta série em nosso país veio preencher uma lacuna no campo das gravações de jazz, pois o público ressentiasse da falta de discos de importância no Brasil. Com o 3.º Volume de CHARLIE PARKER, a IMAGEM não sòmente reafirma a sua liderança entre as gravadoras brasileiras no campo de jazz, como igualmente reafirma o seu pioneirismo audacioso em edições desta natureza.
JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI
SONNY STITT: "Bird é um dos meus músicos favoritos. Nunca ouvi ninguém melhor. Naturalmente êle teve uma forte influência em meu estilo. Êle influenciou todos os músicos modernos, instrumentos de sôpro, pianistas e até baixistas. Até veteranos como Coleman Hawkins e Benny Carter absorveram alguma coisa de Parker. Ninguém tem afluência de idéias, imaginação, habilidade técnica ou o enorme coração de Parker. Êle é incomparável". (1959)
KENNY CLARKE: "Se Parker não houvesse existido, possivelmente o jazz moderno seria bem diferente daqueles que conhecemos". (1963)
QUINCY JONES: "Existem poucos músicos que sabem tocar bem o sax alto. Bird e Sonny Stitt descobriram como". (1956)
OSCAR PETTIFORD: "Bird ensinou muitos músicos como usarem os seus instrumentos. Ninguém jamais o ultrapassou, entretanto". (1959)
TADD DAMERON: "Êle foi o maior de todos, e isto é tudo". (1961)
DIZZY GILLESPIE: "Bird era como meu irmão gêmeo. É um gênio do nosso século. No futuro será citado ao lado de Beethoven, Bach e outros; como um dos maiores músicos de todos os tempos". (1963)
GIGI GRYCE: "Parker? Parker é um Deus". (1960)
BEN CALDWELL: "Não existe no jazz nada melhor do que até hoje foi tocado pelos inovadores da revolução do bop. Até que uma pistonista supere Dizzy Gillespie, ou um saxofonista supere Charlie Parker, nada existirá de melhor no jazz". (1970)
Charlie Parker (sax alto) – Miles Davis (trumpet) – Al Haig (piano) – Tommy Potter (contrabaixo) – Max Roach (bateria)
12 de Dezembro de 1948 HOT HOUSE n.º 1
Charlie Parker (sax alto) – Kenny Dorham (trumpet) – Al Haig (piano) – Tommy Potter (contrabaixo) – Max Roach (bateria)
1 de Janeiro de 1949 – ON A SLOW BOAT TO CHINA — 15 de Janeiro de 1949 – HOT HOUSE n.º 2 — 22 de Janeiro de 1949 – OOH - BOP - SH'BAM – 5 de Fevereiro de 1949 – BARBADOS — 12 de Fevereiro de 1949 — SCRAPPLE FROM THE APPLE — BE-BOP — GROOVIN' HIGH
LADO 1
LADO 2